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Luís Sottomayor, enólogo responsável pelos vinhos do Douro e Porto da Sogrape e que assina a declaração, reconhece os desafios que a equipa de enologia enfrentou num ano marcado por condições aparentemente adversas, mas que se vieram a revelar muito favoráveis à produção de Vintage. “Do cenário muito particular vivido na vindima de 2018, resultaram vinhos que aliam uma elegância extraordinária a uma estrutura fora do comum, proporcionando uma ótima complexidade e harmonia e com um grande potencial de envelhecimento”, refere.
Na região do Douro viveu-se um inverno extramente seco e frio com impacto direto na vinha, provocando uma fase de abrolhamento mais tardia. A primavera, muito chuvosa e húmida, conduziu a um atraso ainda maior na maturação e, em consequência destas condições, surgiram algumas doenças na vinha, provocando a perda de uma parte da produção, mas um efeito “muito positivo na concentração e qualidade das uvas”. A videira suportou bem o verão, muito quente e seco, com uma maturação prolongada, “de grande qualidade” – é referido em comunicado.
De acordo com a Sogrape, o Vintage 2018 da Ferreira é marcado “pela elegância e carácter harmonioso, mas com muita complexidade”, o Sandeman mostra “um perfil mais robusto e marcado pela estrutura” e a Offley “um Vintage jovem e muito frutado”.
As casas de Vinho do Porto atribuem o epíteto “clássico” quando elaboram Porto Vintage com o nome principal da marca/casa, por entenderem que os vinhos obtidos correspondem aos mais elevados padrões. Pelo contrário, optam por engarrafar Porto Vintage Single Quinta em anos que não consideram excecionais.