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O Wine Track, patroneado pela OIV - Organisation Internationale de la Vigne et du Vin, visa apresentar soluções para os desafios da rastreabilidade em aspetos como a análise isotópica do vinho, a rastreabilidade da cortiça e do vidro das garrafas. “Por cada segundo são consumidas cerca de 1000 garrafas de vinho, com várias origens e percursos”, salientou Paulo Barros, secretário-geral da ALABE na apresentação do evento, que decorreu nas instalações do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP). “O consumidor procura autenticidade e genuinidade”, os “Estados preocupam-se com as taxas” que ficam por arrecadar em função das fraudes” e, por sua vez, “as marcas preocupam-se com os enormes prejuízos diretos e indiretos que resultam da contrafação”.
É a este conjunto de desafios, a que se junta a cada vez mais premente segurança alimentar, que o evento pretende dar resposta. Segundo Paulo Barros, “o selo físico já não chega”; o “cruzamento de dados” é um instrumento fundamental neste combate, afirmou.
Por sua vez, António Luís Cerdeira, membro da direção da ALABE, “a cada vez maior exposição dos produtores de vinhos aos mercados externos” faz crescer “o investimento na rastreabilidade e na garantia do produto”, bem como “na etiquetagem”. Estes temas serão debatidos na Jornadas, entre outros, como o comércio de vinho no mundo, os custos da fraude e contrafação ou o papel do consumidor enquanto elemento do combate à contrafação através das novas tecnologias.
Recorde-se que a Société des Experts Chimistes de France foi fundada em 1912 e é uma sociedade científica com o principal objetivo de prestar apoio a empresas e organizações. A ALABE – Associação dos Laboratórios de Enologia é uma associação sem fins lucrativos portuguesa que foca a qualidade científica em enologia, e reúne algumas das principais marcas, universidades e laboratórios nacionais.