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Pelo segundo ano consecutivo, as produções de vinhos do conjunto de países do Hemisfério Sul que avançam dados estatísticos (Argentina, Austrália, Brasil, Chile, N. Zelândia e África do Sul) conhecerão quebras generalizadas, com a exceção do Chile. Segundo referiu o diretor geral da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), Pau Roca, no total, para o grupo de países produtores analisados, a OIV prevê uma produção de 47,5 milhões de hectolitros. Este valor representa uma quebra de 11,7% em relação à vindima de 2022, com um diferencial de 6,3 milhões de hectolitros.
Por países, o Chile é o principal produtor em termos de volume do Hemisfério Sul, com uma previsão de 12,6 milhões de hectolitros e o único a registar sinal positivo entre os principais produtores. No entanto, este crescimento, de 1,3%, é insuficiente para equilibrar o conjunto.
A produção chilena supera, portanto, a australiana, onde a OIV aponta uma produção de -13,1% face a 2022, rondando 11,1 Mhl. A Argentina sofrerá, por sua parte, a maior queda em termos absolutos, com uma vindima de apenas 9,04 Mhl, com perdas de 21% em relação à campanha anterior. Um volume semelhante (9,5 Mhl de vinho) deverá ser o obtido na África do Sul, fruto de uma campanha que cairá -6% face a 2022. Com volumes muito mais comedidos, fecha-se a tabela de produtores com o Brasil, onde se esperam quedas produtivas bem elevadas (-29,7%), para uma produção de 2,25 Mhl. Também se espera uma descida muito forte na Nova Zelândia (-22,2%), para 2,98 Mhl, após o recorde de 2022 (3,83 milhões de hectolitros de vinho).