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Num terreno onde existia apenas um pequeno olival com cerca de 50 anos, plantaram-se 90 ha de oliveiras (Cordovil, Picual, Cobrançosa, Arbequina e Frantoio) e 20 ha de vinha – as castas foram escolhidas a dedo pelo patriarca da família com a ajuda do viticultor inglês David Booth e incluem apostas unânimes na zona mas também menos prováveis, como é o caso da Baga e do Encruzado.
“Poder abraçar este projeto foi um grande desafio, mas também uma oportunidade de dar seguimento a um sonho de família. Sou apaixonada por esta região e pelos seus produtos locais e por isso mudei a minha vida e saí da grande Lisboa sem pensar duas vezes”, afirma Bárbara Monteiro, ressalvando o “privilégio” de poder transmitir os valores da sua família em todos os vinhos e azeites, desde o produto à embalagem.
Disponíveis para venda na loja online do site oficial da Mainova, as primeiras referências da marca incluem seis variedades de vinho (tinto, branco e rosé) com três diferentes assinaturas – Mainova, Moinante e Milmat – e dois tipos de azeite extra-virgem – Clássico e Early Harvest.
Responsável pela elaboração dos vinhos, o enólogo António Maçanita, que desde 2008 não aceitava qualquer consultoria, explica que estes são vinhos muito diferentes daqueles que normalmente associamos a esta região. “Este é um Alentejo muito equilibrado, é um local bastante especial com vinha em formações de granito e xisto, o que resulta num vinho refletivo com uma abordagem muito pouco interventiva e respeito pela fruta. É um produtor novo e isso reflete-se numa grande liberdade de pensar, como podemos perceber pela escolha de algumas castas atípicas que garantem ao vinho boa acidez, estrutura e equilíbrio”, explica o responsável pela Fita Preta e Azores Wine Company.
Com um profundo respeito pela Natureza e pelo ecossistema único do Alto Alentejo, a Mainova tem na responsabilidade ambiental uma das características definidoras da marca, procurando reduzir a pegada ambiental não só através de métodos de produção sustentáveis como também no embalamento – o lacre substitui as cápsulas; as garrafas são maioritariamente de vidro reciclado e recicláveis; os rótulos de papel reciclado ou com maior percentagem de algodão e as caixas de papel reciclado e recicláveis, sem qualquer utilização de plástico nas tintas.