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LIBER PATER 2018 “THE VANITY” NO MERCADO PORTUGUÊS

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Fotógrafo: Fotos D.R.

Autor: Redação

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“The Vanity” é composto por Petite Vidure (antigo original seleção de Cabernet Sauvignon, 85%), Petit Verdot (10%), Castets, Tarnay, Saint Macaire e Malbec (5%), oriundas de videiras não enxertadas.

 

Já chegou ao mercado português o Liber Pater 2018, pela mão da Martins Wine Advisory. Chamado “The Vanity”, custa 30 mil euros a garrafa e só estão à disposição dos apreciadores 18 unidades, do total de 740 produzidas pelo produtor de Bordéus, Loic Pasquet. “Um dos mais raros vinhos do mundo, único e controverso, e que põe em causa as regras de uma das regiões mais famosas do mundo. É assim que é apresentado para justificar o preço”, refere Cláudio Martins, CEO da Martins Wine Advisor, “mas de facto é um vinho único, uma obra de arte”, adianta.
A produção e colheita deste vinho é toda manual, feita em várias etapas de acordo com a variedade e microclima. Os cachos são desfeitos e levemente esmagados mal chegam à adega, a fermentação é feita a baixa temperatura e a maceração dura dois meses nas ânforas. É pressionado depois suavemente com uma prensa de cesta de estilo antigo e envelhece um mínimo de dois anos nas mesmas ânforas sobre as borras finas.
Loic Pasquet em 2006 decidiu mudar de vida e ir para Bordéus fazer vinhos com sabor a século XIX, a partir de castas autóctones pré-filoxéricas, dando corpo a um dos vinhos mais caros do mundo. Começa a plantar em 2006 e exclui as três variedades de uvas dominantes: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Preferiu apostar em variedades esquecidas que existiam antes da grande praga de filoxera, que devastou as vinhas no século XIX por todo mundo, tais como Saint-Macaire, Tarnay, Marselan e Castets. Criou a marca Liber Pater – nome de uma divindade romana do vinho – e em dez anos tornou-se notado pelos seus vinhos excecionalmente caros. Com o Liber Pater 2015 estabelece um novo patamar com a produção de 240 garrafas a atingirem o valor de 30 mil euros a garrafa.
O Liber Pater nasce numa parcela de terreno com 80 metros de altitude, sem intervenção de maquinaria - porque há uma mula espanhola “Carbonero from Space”, orientada pelo próprio Loic Pasquet, que puxa o arado como antigamente – e com recurso a técnicas de vinificação que imitam as do século XIX. Todo o processo de produção do Liber Pater obedece a um ritual que pretende colocá-lo a par de um outro qualquer bem de luxo premium.
As quantidades limitadas que surgem da recuperação de castas da época anterior à filoxera, como Saint-Macaire, Castets, Mancin, Lauzet, Camaralet, Prunelard, Pardotte, Grosse vidure, Saint Macaire ou Marselan tornam o vinho produzido pela Liber Pater diferenciador.