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O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) determinou que a quantidade de mosto a beneficiar (para transformar em Vinho Do Porto) será, em 2023, de 104.000 pipas (de 550 litros cada), num total de 57,2 ML. Este valor representa menos 12.000 pipas em comparação com 2022, ano em que a produção de Vinho do Porto se fixou em 116.000 pipas (63,8 ML.). Segundo o Instituto, este quantitativo resulta da análise multidisciplinar de vários cenários e “reflete a evolução das vendas no primeiro semestre do ano” e o aumento esperado da produção no Douro que, segundo a Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), poderá ter um crescimento de 10% relativamente à colheita declarada em 2022 (233 mil pipas).
As vendas totais de Vinho do Porto em volume, entre janeiro e maio, caíram -8,7% (para 2,57 milhões de caixas de nove litros), com descidas de -8,2% em valor (para 121 milhões de euros), face ao mesmo período de 2022. As vendas totais da RDD no mesmo período (incluindo DOC Douro, Moscatéis e espumantes) caíram -8,8% (para 4,7 milhões de caixas, o que representa vendas de 214 milhões de euros).
A produção estimada da próxima vindima deverá aumentar 10%, segundo as previsões da ADVID, num intervalo estimado entre 240 mil pipas (132 ML.) e 259 mil pipas (142,45 ML.). A ADVID espera que “a previsão esteja acima da média e menor que o intervalo máximo de 259 mil pipas”.
As previsões de ADVID baseiam-se no método do pólen recolhido durante a fase de floração da videira nas três sub-regiões do Douro -Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior- mas não têm em conta factores que possam alterar o potencial de colheita, como granizo ou doenças da videira. Por outro lado, a ADVID assinala que este foi o ano em que a floração foi mais temporã desde 2014, quando foram iniciados registos no seu Observatório Vitivinícola. Em finais de maio e princípios de junho registaram-se episódios de granizo e forte precipitação em municípios como Alijó, Murça, Vila Nova de Foz Côa e Mêda, assim como episódios de míldio, que obrigaram à realização de diversos tratamentos fitossanitários preventivos.