Descrição da notícia
A conserveira produziu no ano passado 3,1 milhões de produtos de sardinha, cerca de 90% dos quais absorvidos por mercados internacionais. Tratando-se também de uma das duas conserveiras que resistem na freguesia de Matosinhos, onde a indústria conserveira foi em tempos imagem de marca, a Pinhais começa com o arranque da campanha o mesmo ritual que preserva há 100 anos. Assumindo uma ligação muito forte à comunidade piscatória local, a conserveira inicia o dia bem cedo na Lota de Matosinhos, onde participa nos leilões dos cabazes, com 22,5 Kgs de sardinha cada. A arte desta seleção vem de há 100 anos, em que se se atirasse uma sardinha para uma tábua de madeira e ela não saltasse, era porque não era ideal para as conservas Pinhais, pois já tinha sido pescada há muito tempo.
“A Pinhais está fortemente convicta do seu papel na compra do cabaz da sardinha ao preço justo ao pescador. É um comentário habitual na lota de Matosinhos que, quando a Pinhais se vai embora, o preço do cabaz da sardinha baixa. É fundamental não deixar o preço do cabaz ir a preços que não permitam a saída dos barcos e nós estamos bem cientes disso”, explica João Paulo Teófilo. Para o gerente da Pinhais, o aumento da quota da sardinha é uma boa notícia essencialmente para os pescadores, já que, para a conserveira, o importante é manter um papel de responsabilidade na hora de comprar o pescado pela manutenção desta tradição ancestral, que é a pesca da sardinha.