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Em Espanha, a casta branca Arinto é uma das 26 novas variedades autorizadas no potencial vitícola do país vizinho, depois de publicado o Real Decreto 1308/2024, de 23 de dezembro. Trata-se de mais um exemplo de “exportação” de castas nacionais para outros países, depois da Touriga Nacional e, até, Alvarinho, serem adotadas em Bordéus. No caso da Arinto, esta é autorizada na Andaluzia e Extremadura espanholas. Nesta segunda comunidade autonómica, aliás, é ainda permitida a plantação de Antão Vaz, Castelão, Fernão Pires, Trincadeira e Touriga Nacional.
De acordo com o mesmo documento, este processo foi alvo de aprofundados estudos que levaram, em alguns casos (nomeadamente qaunto à recuperação de castas pré-filoxéricas), várias décadas. Assim, é referido que, entre estes 26 nomes, consta a recuperação de variedades ancestrais, como as variedades Belat (tinta) e Marina Rion (branca), depois de três décadas de investigação e ensaios nos produtores de Penedès Albet i Noya. No caso da Arinto, a procura pela acidez assume-se o aspeto essencial desta introdução.