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Vindima trará aumento de 8% na produção

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Fotógrafo: Arquivo

Autor: Redação

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Estimativa do IVV para a campanha 2023/24 antecipa volume de 7,4 milhões de hectolitros.

 

As previsões do IVV para a campanha 2023/2024 antecipam um volume de 7,4 milhões de hectolitros, o que se traduz num acréscimo de 8% relativamente à campanha 2022/2023. De acordo com aquele instituto, o aumento global de produção é sustentado pela maioria das regiões vitivinícolas, destacando-se a região do Douro com o maior acréscimo de volume (+ 146 mil hectolitros) e a região dos Açores com a maior subida percentual (+165%).
Na região do Dão não se prevê variação na produção, enquanto na região da Madeira a previsão aponta para um ligeiro decréscimo (-1%) face à campanha anterior.
Apesar de se terem registado focos de míldio e de oídio nalgumas regiões, fruto das condições meteorológica observadas na campanha ao longo do ciclo vegetativo da videira, no geral, as uvas apresentam-se em bom estado, antevendo uma produção de boa qualidade, refere o IVV.
Por regiões, a análise refere que, nos Vinhos Verdes, é esperado um acréscimo de 5% na produção (1.054 mhl.). Parte deste aumento é sustentado por vinhas novas em produção, a maior parte delas, da casta Loureiro. Nesta data, o míldio e o Black Rot (Podridão Negra), constituem as principais causas de perdas de produção, em alguns locais e castas da região.
Na região de Trás-os-Montes, a previsão aponta para um aumento na produção de 15% (95 mhl.). Nalgumas zonas, as chuvas tardias e o calor intenso logo de seguida, levou ao aparecimento de ataques fortes de míldio e oídio, todavia, prevê-se um ano de produção média, com bons rendimentos e vinhos de boa qualidade. No Douro, prevê-se um aumento da produção de vinho de 10% (1.603 hl.). No final de maio e princípio de junho a queda de granizo e chuva intensa nalguns concelhos, potenciou a incidência de míldio obrigando à realização de vários tratamentos de prevenção. No geral, as boas condições edafoclimáticas e sanitárias na região, promoveram um bom desenvolvimento das plantas.
Na região da Bairrada (222 mhl.), a previsão aponta para um aumento de 10%. A cultura apresenta um bom desenvolvimento com um avanço de duas semanas. Ocorreram alguns ataques de míldio, oídio e Black Rot, mas os avisos atempados das Estações da Bairrada e de Leiria possibilitaram intervenções atempadas pelo que, os prejuízos, praticamente não são significativos. Aguarda-se assim uma colheita de qualidade.
No Dão, as estimativas apontam para uma produção semelhante à campanha passada (279 mhl.). A qualidade geral das uvas é boa, muito embora nalgumas zonas tenham surgido focos de oídio difíceis de combater. Pontualmente, ocorreu também algumas quebras em virtude da queda de granizo.
Na Beira Interior, a previsão aponta para um aumento de produção de 15% (232 mhl.). As condições climatéricas têm sido favoráveis, permitindo que os tratamentos sanitários sejam limitados aos preventivos, indispensáveis para uma boa formação e desenvolvimento dos cachos. As chuvas ocorridas em abril e maio foram importantes para repor os níveis de humidade nos solos. É estimada uma melhoria na quantidade e qualidade das uvas.
Na região de Távora-Varosa, espera-se um aumento de 10% (53 mhl.). Em termos de desenvolvimento vegetativo das plantas o ano decorreu com normalidade, no entanto as chuvas ocorridas durante a floração provocaram algum desavinho e bagoinha, principalmente na casta Malvasia Fina. Relativamente ao estado sanitário geral das uvas, houve pontualmente alguns ataques de oídio/míldio, sem grande relevância.
Na região do Tejo, prevê-se um aumento de 10% (755 mhl.). A sanidade das uvas é boa sem grande influência de doenças e pragas. As condições meteorológicas têm sido favoráveis a uma boa evolução da maturação das uvas, pelo que se espera vinhos com boa qualidade. Na região de Lisboa, perspetiva-se um acréscimo de 10% (1.314 mhl.), potenciado pela entrada em produção de novas plantações. As vinhas apresentam bom vigor com cachos abundantes. Alguns ataques de míldio e oídio diretamente nos cachos, limitam o potencial produtivo. Perspetiva-se um ano de boa qualidade das uvas e mostos.
Na região da Península de Setúbal, é esperado um aumento de 10% na produção (550 mhl.). Até à data, verificam-se boas maturações e uvas bastante sãs, tendo ocorrido apenas um acompanhamento mais intensivo no combate à cigarrinha. Perspetiva-se um ano com uva de excelente qualidade e com produções acima da média.
Na região do Alentejo (onde as vindimas já levam um bom adianto), prevê-se que a produção de vinho tenha um acréscimo de 5% (1.190 mhl.). O tempo mais seco, com ausência de chuva na Primavera, causou menor vingamento em algumas zonas da região. Porém, contribuiu para a quase ausência de doenças e boa sanidade das uvas. É expectável a obtenção de vinhos de boa qualidade.
Por sua vez, no Algarve, estima-se uma campanha com aumento de produção (5%, para 17 mhl.) e uvas com boa qualidade. A situação de seca que se vive na região afeta principalmente as vinhas não regadas pelo que nesses casos prevê-se uma diminuição na produção, no entanto contrariada pela entrada em produção de vinhas novas e vinhas com rega localizada.
Nas ilhas, a situação é díspar. Na Madeira, estima-se uma redução da produção na ordem de 1 % em relação ao ano anterior (38 mhl.). Na generalidade, as vinhas encontram-se em bom estado fitossanitário. Se não se verificar a ocorrência de chuvas, perspetiva-se uma boa vindima ao nível qualitativo.
Na região dos Açores, a previsão global é de um aumento da produção em 165% (12 mhl.). No geral, a cultura apresenta um bom desenvolvimento vegetativo com bom vigor e sem grandes problemas fitossanitários. Este aumento significativo tem em consideração as ocorrências desfavoráveis do ano transato, que até à presente data não se verificaram, bem como a entrada em produção de novas áreas de vinha.