Descrição da notícia
Por ocasião da celebração do 40º aniversário da família Alvarez ao comando das Bodegas Vega Sicilia em Ribera del Duero, desde 1982, bem como da fundação da denominação de origem homónima nesta zona de Tempranillo, onde dá pela sinonímia de Tinto Fino, foi anunciada a aquisição de 24 hectares de vinhas e terrenos nas Rías Baixas, com a construção de uma adega em Arbo, sub-região Condado do Tea.
Este investimento, que atingirá cerca de 20 milhões de euros entre vinhas e adega, em terra de minifúndio, representa a ambição do grupo espanhol em produzir aquele que será, nas suas expetativas, o grande vinho branco de Espanha.
Na Bodega y Viñedos Deiva, em Crecente, Arbo, mesmo diante do concelho de Melgaço, nascerá o sexto projeto vinícola da Tempos Vega Sicilia. Localizada próximo da fronteira com a denominação de origem Ribeiro, a adega receberá uvas de vinhas adquiridas pela empresa no Salnés, principalmente em torno de O Grove, Sanxenxo e Cambados.
Este investimento corresponde à intenção da empresa em desenhar aquele que pretende vir a ser o grande vinho branco espanhol, depois das tentativas encetadas em 2004, na região de Ribera del Duero, com um vinho branco ao estilo borgonhês, elaborado com base nas castas Marsanne, Rousanne, Viognier e Chardonnay, o qual não convenceu os responsáveis da empresa; ou, mais tarde, na Rioja, onde o grupo se estabeleceu com o projeto Macán. Foram as Rías Baixas galegas e o Albariño que seduziram a Vega Sicilia.
Segundo declarações de Julio García Luengo, alcaide de Crecente, ao jornal Voz da Galiza, o estabelecimento da Vega Sicilia na região será um motor económico para a região e para o meio rural galego. O autarca indicou que a chegada da Vega Sicilia às Rías Baixas foi precedida de anos de trabalho, negociações e compra de terrenos com grande discrição, como é habitual nos novos projetos da empresa.
Nesta adega serão elaborados dois vinhos: Deiva, estagiado por dois anos, e Arnela, que será o branco premium da casa, envelhecido por três anos. A primeira colheita do Deiva está prevista para 2023 e será lançada no mercado em 2025. A meta é atingir uma produção total de 300.000 garrafas com os dois vinhos, sempre em função da qualidade das colheitas.
Por conhecer serão os efeitos desta movimentação na vizinha sub-região de Monção e Melgaço, sendo certo, porém, que em termos de notoriedade internacional, a casta Alvarinho sairá certamente reforçada.