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O IVDP sublinha que "os vinhos [são] submetidos a um processo de certificação da responsabilidade do IVDP, de inexcedível exigência técnica, suportado pela acreditação internacional pelas normas ISO 17065 e ISO 17065 que detém desde há mais de 20 anos".
Mais ainda, a "incidência das ações de controlo e fiscalização que o IVDP desenvolve junto dos operadores do setor é dissuasora de qualquer tentativa de fraude, pela sua frequência e abrangência, ocorrendo a colheita de amostras diárias nos armazéns e em todas as linhas de engarrafamento do setor do Vinho do Porto, minimizando-se qualquer possibilidade de desrespeito das regras instituídas por parte de qualquer dos agentes económicos".
O IVDP recorda que "os vinhos de lote, como os Tawny 10 anos e 20 anos, correspondem a uma arte de lotação secular, permitindo que os vinhos apresentem as características de uma idade, sem estar em causa a idade do vinho".
De igual modo, a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) refere que "as insinuações sobre a categoria de Vinho do Porto 10 anos de idade e de algumas marcas [...] são intoleráveis e inadmissíveis".
E acrescenta que, "apesar de contactadas pelos jornalistas envolvidos, as empresas comerciais de Vinho do Porto e o IVDP não tiveram acesso ao estudo mencionado, nem houve possibilidade de avaliação do contraditório necessário para o total esclarecimento do assunto".
Recorde-se que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao ano transacto, as exportações de Vinho do Porto representam 35% das vendas totais de vinhos portugueses ao exterior até novembro de 2021 (852 milhões de euros), num valor de 390 milhões de euros.