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Contratado em 1997, o seguro de colheitas passa agora a prever a perda sempre que se verifique uma das maiores preocupações dos produtores - o desavinho, que consiste no aborto da flor que causa a perda da produção média normal da videira, calculada na fase de maturação do cacho. Provocado por fenómenos climáticos que ocorram na altura da floração, tais como chuvas persistentes, temperaturas muito elevadas ou muito baixas para a época, humidades relativas muito elevadas, com a formação de nevoeiros, o desavinho passa a ser coberto pela primeira vez numa apólice desta natureza, após estudos que permitiram caracterizar tecnicamente o risco.
A CVRVV estima que, em anos mais difíceis, o risco de desavinho possa representar 10 a 20% dos acidentes ocorridos na vinha, pelo que este reforço de cobertura do seguro “é uma necessidade que já vinha sendo identificada pelos sucessivos episódios meteorológicos a que vamos assistindo, fruto das alterações climáticas. A produção de uva é bastante afetada por acidentes climatéricos e uma das consequências que tem vindo a manifestar-se crescentemente é o desavinho, motivo pelo qual tínhamos a necessidade de ampliar o apoio efetivo aos viticultores da região, para garantir que a produção está segura”, destaca Manuel Pinheiro, Presidente da CVRVV.