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ProWein confirma bom momento português

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Fotógrafo: Fotos D.R.

Autor: Luís Alves

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O balanço da presença nacional na Prowein parece ser claramente positivo. Reforço dos negócios já estabelecidos, criação de novos contactos e um frente a frente que já não acontecia desde 2019. Na edição de regresso estiveram presentes cerca de 6.000 expositores de 62 países. A título de exemplo, a Revista de Vinhos falou com quatro regiões portuguesas presentes para saber mais sobre o que aconteceu em Düsseldorf.

 

Com o regresso dos produtores portugueses a solo nacional, chegados de Düsseldorf, na Alemanha, é tempo de fazer os primeiros balanços. A ProWein tem crescido significativamente nos últimos anos, seja em dimensão seja em importância mundial. As regiões portuguesas de vinho têm marcado presença assídua e cada vez mais “musculada”. É o caso dos Vinhos de Lisboa, por exemplo. Estiveram na ProWein com 20 produtores, de pequena e grande dimensão, incluídos no espaço da ViniPortugal. 

“Foi a maior representação de sempre da região. Atualmente exportamos cerca de 80% dos nossos vinhos. Não podemos não estar presentes”, assume Francisco Toscano Rico, presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa. Para além das duas dezenas de produtores, os Vinhos de Lisboa tiveram ainda duas provas comentadas, integradas no programa da feira. “Estamos a dar cartas. Como país e como região. O foco está em Portugal”, refere Toscano Rico.

Com menos produtores mas igualmente com a maior representação de sempre, a região da Beira Interior levou até Düsseldorf nove produtores. 

“O balanço é francamente positivo”, refere Rodolfo Queirós, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior. Depois de terem fechado o ano com um aumento de 46% das exportações, a região sai satisfeita da Alemanha apesar de notarem algumas ausências. 

“Sentimos um número mais baixo de produtores asiáticos e americanos”. Neste último caso, talvez explicado porque quase em simultâneo decorria a APAS Show, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do continente americano que decorreu no Brasil entre 16 e 19 de maio. “Agora é preciso continuar a trabalhar nas próximas semanas e até meses para dar seguimento aos bons contactos da ProWein”, revela Rodolfo Queirós.

Também a região do Tejo notou uma presença menos significativa dos continentes asiático e americano e ainda um número inferior de visitantes, comparado com a última edição, em 2019. 

“O feedback dos 20 produtores presentes da região do Tejo foi muito bom. Aumentamos o stand quase para o dobro para estarmos confortáveis e termos espaços de reunião. Na próxima edição vamos tentar negociar um espaço ainda maior, o que não é nada fácil”, adianta Luís de Castro, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo.

As regras sanitárias ainda criaram alguns constrangimentos. A largura dos corredores foi aumentada, o que retirou algum espaço aos stands.

A região dos Vinhos Verdes também esteve presente na ProWein e teve a presença mais significativa das quatro regiões ouvidas pela Revista de Vinhos. Foram 40 os produtores que estiveram três dias na Alemanha a mostrar o que melhor se faz na região. 

“Levamos não apenas as novas colheitas, mais leves e frescas, como também vinhos de outros anos, com um perfil mais estruturado e complexo”, refere Carla Cunha, diretora de Marketing da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV). 

“Sentimos que foi um retomar, ainda não ao nível de 2019 mas muito importante para voltar a estas negociações frente a frente. Rever clientes atuais e criar novos contactos é essencial para termos boas expetativas relativamente ao futuro”, referiu Carla Cunha.

A edição do próximo ano já tem datas anunciadas. Aquela que é considerada a maior feira internacional de vinhos e espirituosas regressa de 19 a 21 de março de 2023.