Beber

Murganheira e Raposeira

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Fotógrafo: Fabrice Demoulin

Autor: Célia Lourenço

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DESCRIÇÃO

O historial remete-nos para a ordem religiosa de Cister, a inspiração chega de Champagne, os túneis que albergam milhares de garrafas foram vencidos ao subsolo granítico. Em Távora-Varosa moram os dois gigantes do espumante português, Murganheira e Raposeira, que hoje alcançam produtos também capazes de convencer além-fronteiras.

 

Na convergência das regiões do Douro e da Beira surge Távora-Varosa, a primeira região portuguesa demarcada para a produção de espumantes (1989). Távora e Varosa são rios que desaguam no Douro e que marcam a paisagem com percursos importantes para a economia da região. Mas, se apenas no final do século XX se assistiu à criação da Denominação de Origem, a verdade é que a história remonta ao início da nacionalidade.

“Cister” é a palavra-chave à volta da qual se pode criar um maravilhoso romance histórico. A ordem religiosa criada na Borgonha (a mesma origem do primeiro rei português – o pai de D. Afonso Henriques nasceu em Dijon), teve um papel fundamental na consolidação do reino de Portugal, foi decisiva na ocupação do território e aplicou todo o saber, erudição e disciplina em técnicas agrícolas inovadoras. A fixação de mosteiros é sobejamente conhecida, sendo particularmente importante nesta zona do país. Tarouca é o mais forte exemplo, tendo sido o primeiro mosteiro cisterciense em terras lusas.

A história do vinho em Portugal tem inúmeras referências a Cister e, aqui, estamos onde tudo começou. Foi a partir de Tarouca, um dos oito concelhos da região vitivinícola de Távora-Varosa, que os monges brancos espalharam conhecimento. Entre as culturas agrícolas, a vinha era uma prioridade (no início, para a produção de vinho para a missa, depois para autoconsumo das populações e comércio).

Enquanto a consciência de que a região tinha características naturais ótimas para a produção de vinho foi rapidamente adquirida, a história e a experiência foram demonstrando que a produção de espumantes era um atributo especial que merecia ser explorado, havendo registos de terem sido os monges de Cister a iniciar a produção de espumante no século XVII (interessa referir que esta ordem religiosa estava fortemente enraizada em Champagne).

Távora-Varosa é uma região com uma altitude média de 550 metros. Os solos são essencialmente graníticos areno-argilosos e o clima é fortemente continental, com verões quentes e invernos rigorosos. Com este cenário, enriquecido por uma escolha cuidada das castas, vamos ter bastante frescura e teores de acidez que conduzem a excelentes vinhos base para a produção de espumante.

E, como interessa sempre aprender com os melhores, o exemplo de Champagne parece não ter sido descurado. Técnicas, filosofia e saber foram estudados, alguns paralelismos encontrados e diferenças enaltecidas. E aqui começa a história do primeiro grande produtor de espumante da região – Raposeira, as mais antigas caves de espumante de Portugal, criadas em Lamego em 1898 e ainda em pleno funcionamento.

No final do século XIX, a família Teixeira do Vale decide iniciar a produção de espumantes, nascendo assim as Caves Raposeira. Para tal empreitada começa por viajar até Champagne e estudar a vinha e os métodos de produção.

Já em Lamego, abre enormes galerias no granito para estágio das futuras garrafas, à semelhança do que havia visto na França. Quanto à vinha, começou com as variedades clássicas de Champagne, utilizando também castas autóctones que se mantêm até hoje nos lotes dos vinhos Raposeira.

A gigante Raposeira

 

As Caves Raposeira são um projeto grandioso, preparado cuidadosamente para a produção em larga escala e com o mesmo rigor exigido aos champanhes. As enormes galerias roubadas à rocha, com condições ideais de temperatura, humidade e escuridão para o estágio, foram calculadas para grandes volumes de garrafas. Com o conhecimento adquirido em Champagne, sabia-se que o estágio entre a segunda fermentação em garrafa e o dégorgement é fundamental para o resultado final. Quanto mais tempo o vinho estiver em contacto com a borra constituída pelas leveduras e demais matéria orgânica, mais rico e mais complexo será, mais fina será a mousse. Por este motivo, o desenho e dimensão das galerias previa já enormes quantidades de garrafas por grandes períodos (anos ou mesmo décadas), privilegiando o tempo para a qualidade final do espumante.

No início da década de 1980, a empresa familiar foi vendida ao grupo Seagram e, posteriormente, assimilada pela Pernod Ricard. Finalmente, em 2002 foi comprada por Orlando Lourenço, rosto já então reconhecidamente ligado ao mundo do espumante, enquanto proprietário da Murganheira.

Quando Orlando Lourenço tomou as rédeas da Raposeira, os vinhos que então saíam para o mercado nada tinham a ver com a realidade que hoje se vive. O rigor e qualidade que eram reconhecidos à marca, das longas décadas da família Teixeira do Vale, haviam sido substituídos por critérios diferentes. O gigante internacional ditou volume e vendas, preterindo a exigência da qualidade e proveniência das uvas, os métodos de vinificação e opções de estágio.

Hoje, a Raposeira pertence ao grupo da Murganheira e tem gestão de Orlando Lourenço e dos dois filhos, Herlander e Luís. Na direção de enologia do grupo (que inclui também a Tapada do Chaves, no Alentejo) está Marta, casada com Herlander. A Raposeira tem uma estrutura de 40 pessoas, cerca de 30 hectares de vinha própria e recebe uvas de 200 viticultores, aos quais dá apoio técnico, produzindo dois milhões de litros de espumante por ano, enquanto nas caves repousam cerca de 10 milhões de garrafas.

O olhar de Marta brilha quando nos mostra as caves, o laboratório, a sala de fermentação (que parece uma maternidade), as linhas de engarrafamento. Nas caves, estão expostos equipamentos usados no início do século XX para colocação da cápsula e muselet. A mais avançada tecnologia, com os investimentos feitos nos últimos anos, convive com uma realidade museológica resguardada e acarinhada, ao ponto de o transporte de amostras para o laboratório continuar a ser feito numa pequena e centenária caixa de madeira.

O edifício da antiga carpintaria, com uma vista magnífica para o vale, foi recuperado e a função atual é de sala de visitas, com provas e uma coleção de peças ligadas à história da Raposeira, garrafas originais das várias épocas, cartazes, objetos, fotografias e documentos.

O resultado de toda a transformação dos últimos 15 anos é o regresso às origens. É a procura da qualidade através do rigor e do cumprimento do método clássico da produção de espumantes, com a qualidade das uvas na base para um bom resultado. Depois, o cuidado na prensagem, com a cuvée (o primeiro mosto aproveitado) a ser encaminhado para os espumantes de maior qualidade, “bruto”, seguindo-se a taille que, à semelhança do que acontece em Champagne, é usado nas entradas de gama, que aqui é destinado aos “meio-seco” e “doce”. Na filosofia deste produtor não têm lugar leveduras encapsuladas, pelo que a referência ao uso de leveduras livres é recorrente ao longo da conversa. Também não se saltam etapas, é feita a remuage (o movimento de rodar as garrafas) e o estágio sur lies (com borra) acontece por períodos que variam dos 2 aos 8 anos (para os Reserva). Depois do dégorgement (expulsão das borras) os vinhos apenas saem para o mercado após três ou quatro meses, de forma a permitir a integração perfeita do licor de expedição (adicionado para preencher o volume deixado pela extração da borra, sendo neste momento que fica definida a categoria do espumante em termos de doçura; os brutos podem conter até 12 gr./lt. de açúcar e, na Raposeira, o critério fica pelos 8 gramas).

O catálogo da Raposeira é diversificado e o cliente português continua a preferir as categorias “meio-seco” e “doce”. Ainda que o fator comercial tenha uma enorme importância e os números sejam muito simpáticos para as vendas destes espumantes, Orlando Lourenço não deixa de lamentar que não se aprecie mais o estilo “bruto”, com todo o equilíbrio e potencial para a refeição. No entanto, a criatividade de introduzir novas marcas dentro da categoria “bruto” começa a colher frutos e a chamada “linha gastronómica”, com os  “Blanc de Blancs", “Blanc de Noirs", “Rosé" e “Peerless”, tem vindo a crescer todos os anos, representando já quase 20% da produção.

Na prova que fizemos é notória uma qualidade muito consistente e um estilo que envolve cada referência. As castas utilizadas passam pelas portuguesas Malvasia, Viosinho, Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, e pelas internacionais Pinot Blanc e Chardonnay, por exemplo. Na vinha, vimos experiências com Meunier e Gewurztraminer. Uma diversidade que espelha bem a ambição de fazer melhor e conhecer mais, de perceber o que melhor exprime o espírito dos espumantes da região.

O prestígio da Murganheira

 

A história da Murganheira, fundada em 1946 no vale do Varosa, não é tão antiga como a da Raposeira. No entanto, tem como ponto de convergência o rigor com que foi criada e o conhecimento apreendido em Champagne. Com empresas no ramo têxtil, Acácio Laranjo não sonhava dedicar-se ao espumante até ao dia em que, ao receber clientes franceses na Quinta da Abadia Velha, no concelho de Tarouca, estes elogiaram os vinhos, sugerindo até que os brancos seriam ótimas bases para espumante. Foi tal a ênfase dessas qualidades que o empresário viajou até Champagne. Regressou, não só com a intenção clara de produzir espumantes, como trouxe com ele um técnico da Moët et Chandon, Monsieur Junot, que permaneceu na Murganheira durante sete anos. Foram então abertas na rocha as afamadas caves de granito azul e construída a adega para a produção do que viria a ser a mais prestigiada marca de espumantes portugueses.

Entretanto, Orlando Lourenço, cuja família tinha ligações com a Raposeira (a mãe trabalhara lá, o pai era fornecedor de vinho), não fazia ideia que também iria cruzar-se com o mundo dos espumantes. No início dos anos 1970, estava na tropa em Angola e, nas férias, fazia vindimas para o senhor Laranjo. Certo dia, este comenta que tentara, sem sucesso, vender têxteis para o exército. De regresso a Angola, o jovem Orlando consegue desbloquear a situação, facto que deixou o empresário agradecido. Combinaram, então, que quando regressasse definitivamente a Portugal, Orlando iria trabalhar com ele. Mas, com o 25 de abril, quer os têxteis quer a produção de espumante foram nacionalizados, o que inviabilizou a relação de trabalho previamente acordada.

A amizade manteve-se e, após a morte de Acácio Laranjo, a família decidiu vender a Murganheira, contactando o então professor de História, Orlando Lourenço. A venda acontece em 1986. A partir desse ano, o professor começa a interessar-se cada vez mais por espumantes e (a história repete-se!) vai para Reims. Georges Hardy (investigador universitário e especialista em Champagne, autor de vários estudos e conferências) passa então a ser conselheiro e, também ele, fica algumas vindimas na Murganheira.

A história de Orlando Lourenço é uma história muito rica, feita de sucessos conquistados pelo rigor da gestão e da produção. Passou a viajar frequentemente para Champagne e todos os passos do método clássico para a produção de espumante são dados como os capítulos de um livro, não podem ser omitidos para fazer sentido. E, até à chegada de Marta, que começou com um estágio universitário na Raposeira, em 2004, era Orlando Lourenço que desempenhava o papel de chef de cave (enólogo), tendo feito da Murganheira a principal referência de espumantes em Portugal.

Aqui, todo o processo se desenvolve à semelhança do que atrás descrevemos para a Raposeira. As diferenças residem nos tempos de estágio porque se pretende um posicionamento de maior qualidade. Um mínimo de três anos é exigido ao “meio-seco”, enquanto o “Reserva” já atinge os quatro anos. E, à medida que vamos subindo na hierarquia dos rótulos, assim os vinhos vão tendo estágios mais longos. Caso único em Portugal, existem vinhos em cave por mais de uma década (havendo certamente tesouros escondidos com bastante mais tempo e que algum lançamento especial justificará o dégorgement…).

Nos topos de gama, pratica-se a remuage manual uma vez por ano, exatamente porque os vinhos estão muito tempo sur lies. Esta operação consiste em colocar as garrafas na vertical, para a matéria orgânica ficar em suspensão. Depois, são novamente empilhadas, na horizontal, até à próxima remuage ou até ao dégorgement. Tivemos a sorte de, na nossa visita, assistir a esta coreografia que se desenvolve no silêncio e no frio das caves de granito azul (temperatura constante de 12,3ºC).

Os “bruto” da Murganheira têm uma dosagem menor de açúcar, cerca de 5 gr./lt. Desta forma, pretende-se atingir um estilo mais depurado, no qual a frescura e complexidade dos espumantes se exprimam melhor. Quanto ao tempo de integração do licor de expedição, espera-se seis meses até o vinho ser colocado no mercado. 

A Murganheira é reconhecida pelas garrafas dos espumantes especiais. Este facto é diferenciador mas acarreta algumas particularidades. Por exemplo, essas formas não permitem a articulação com as linhas de dégorgement e de rotulagem. Assim, para estes vinhos, todos estes processos passam a ser manuais. 

Como curiosidade, Orlando Lourenço fez um “dégorgement à la volée", ou seja, retirou cápsula e borra manualmente (por oposição ao sistema “à la glace”, no qual a borra é congelada).

A Murganheira produz 1,5 milhões de litros por ano e, além das vinhas próprias, recebe uvas de 100 viticultores aos quais, à semelhança do que acontece na Raposeira, dá apoio técnico para garantir a qualidade das uvas. As exportações representam cerca de 20% no universo Murganheira/Raposeira, sendo a Rússia o principal mercado. Por isso, um dos topos de gama da marca é o “Czar Grand Cuvée Rosé Bruto”.

A diversidade de castas é imensa e inovações surgem, como por exemplo, o uso de Sauvignon Blanc estreme. Na nossa visita passámos por barricas de carvalho e Marta explicou-nos que algum Chardonnay fermenta totalmente em barrica, enquanto no Sauvignon Blanc isso acontece parcialmente. Também se verificam estágios em carvalho, novo ou usado, conforme os lotes e o perfil que se pretende para os vinhos. Toda esta realidade nos dá uma aproximação clara à delicadeza e exigência com que estes espumantes são feitos.

Por fim, passámos à magnífica sala de jantar, na qual as refeições têm sempre a assinatura de Rui Paula, chefe reconhecido com uma estrela no Guia Michelin. À nossa frente, o Vale Encantado (não podia ser mais literário), com a Quinta da Abadia Velha e as ruínas da própria abadia. Na mesa, uma magnífica refeição que deixou brilhar as bolhas Murganheira.

O Grande Reserva Bruto 2002, um lote de Cerceal, Touriga Nacional e Malvasia Fina, passou 12 anos em cave, surpreende pelas notas de brioche e o estilo de champanhe clássico. O Millésime Bruto 2009, com 50% de Pinot Noir, 50% de Chardonnay e um estágio de seis anos, distingue-se pela finesse e mineralidade. Já o Vintage Bruto 2007, um blanc de noirs de Pinot Noir, é um espumante que impressiona pela estrutura e tensão, tendo acompanhado a vitela maronesa com grande subtileza e precisão.

Os espumantes mais complexos e com mais tempo de cave têm claramente uma personalidade mais forte e marcada apetência para a mesa. Outros, na vasta gama da Murganheira, são mais descontraídos e preenchem o papel numa tarde de calor. Todos estes vinhos são trabalhados com sabedoria, tempo e respeito, havendo uma consistência de qualidade notável, transversal a todas as gamas.

A família Lourenço, com uma história de sucesso, mantém a curiosidade e a humildade de querer continuar a aprender, visitando regularmente Champagne para formações e garantir que desenvolve os espumantes da melhor forma. A Murganheira é, sem dúvida, um exemplo e uma marca portuguesa de excelência.

 

OS ESPUMANTES

 

17,5

Murganheira Vintage 2007

Reflexos dourados na cor. No aroma, notas de maçã, bolo inglês, tosta. A boca é vibrante, tem tensão e excelente cremosidade. A estrutura evidente permite acompanhar pratos mais exigentes e elaborados. Um grande espumante. CL

2017-2020

 

17

Murganheira Czar Grand Cuvée 2010

Com uma bonita cor salmão, este espumante tem elegância e harmonia. Notas de morangos silvestres e rosas, muita frescura, boca ampla, muito longa, cremosa e fina. Muito charmoso e sedutor.CL

2017-2021

 

17

Murganheira Grande Reserva 2002

De uma bonita cor dourada, o nariz é elegante e adulto, com notas de brioche, algum mel, tosta e crème brûlée. A boca é cheia e ampla, com bolhas de filigrana, frutos secos e um final longo. É um espumante sério, de grande riqueza. CL

2017-2020

 

17

Murganheira Millésime 2009

Bolha irrequieta sobre tons palha. No nariz, distinguem-se os aromas finos, num perfil distinto de notas minerais e salinas em fundo citrino. É um vinho sério, com uma boca explosiva, elevada, de grande apetência para a refeição. CL

20176-2021

 

16

Murganheira Malvasia Fina 2013

Com tons palha e bolha persistente, o nariz é bonito, com aromas de maresia e algumas flores brancas. A boca distingue-se também pelo carácter mineral que, aliado à presença frutada com notas de limão verde, nos leva para um registo quase metálico. Distingue-se pela diferença. CL

2017-2021

 

16 

Murganheira Velha Reserva 2009

De tons amarelo ouro, o nariz é elegante com notas de maçã verde, algum mel, pão torrado. A boca tem um ataque fresco, intensidade, mousse, volume e o vinco da acidez. Termina longo e bonito. CL

2017-2021

 

16

Raposeira Peerless 2013

Cor amarelo suave com laivos esverdeados. O nariz tem intensidade aromática, revelando flores brancas, notas de bago de uva, algum pêssego. Na boca, a bolha é viva e a acidez impressiona, conduzindo a um final de grande frescura. CL

2017-2021

 

16

Raposeira Velha Reserva 2009

No copo, tons de ouro com brilhos esverdeados. O nariz revela-se bonito, muito fresco, com grande equilíbrio entre as notas de limão e alguma levedura. A boca é ampla, seca e limonada. Boa cremosidade e acidez final notável. CL

2017-2020

 

15,5

Murganheira Super Reserva 2010

Amarelo ouro, com laivos esverdeados. O nariz é fino, com equilíbrio, onde se destacam notas florais, algum vegetal e tosta. Na boca, a mousse é suave, persistem as sensações florais e ligeira doçura. O final é fresco e agradável. CL

2017-2020

 

15,5

Raposeira Super Reserva Blanc de Blancs 2013

De tom esverdeado e bolha fina, tem aromas delicados e florais. Tem volume de boca, acidez bem delineada, com notas verdes e casca de limão. O final tem garra e muita frescura. Muito bem para a refeição. CL

2017-2021

 

15,5

Raposeira Super Reserva Blanc de Noirs 2011 

De cor ligeiramente rosada, aroma sério e um pouco fechado. A boca tem também algum carácter austero, ligeira nota de farmácia, mousse generosa e um final elegante. CL

2017-2020

 

15,5

Raposeira Super Reserva Rosé Bruto 2009

De cor acobreada, o nariz revela alguma doçura, com notas de morango. A boca é generosa, frutada e cremosa, com a alegria das bolhas em grande evidência. CL

2017-2020