Descrição da notícia
Os incêndios de grandes proporções que estão a assolar, muito em particular, a região centro do país estão a deixar apreensivos vários viticultores e produtores das regiões do Dão e da Bairrada.
Ao que a Revista de Vinhos apurou esta manhã, na zona de Penalva do Castelo produtores como a Casa da Ínsua, a Quinta da Vegia, Taboadella ou Júlia Kemper estão a acompanhar com expetativa o evoluir da situação, na medida em que as chamas estão já muito próximas e as consecutivas mudanças na direção dos fortes ventos que se fazem sentir sobressaltam. As áreas de mato e de pinhal circundantes podem igualmente representar um perigo extra, que permita uma aceleração dos focos de incêndio.
O fogo de Albergaria-a-Velha, que já consumiu habitações e tem motivado cortes em auto-estradas, está igualmente a provocar nervosismo nalguns viticultores da Bairrada, que temem um eventual propagar das chamas para sul.
Na memória coletiva estão os graves incêndios de 2017. Primeiro em junho, na zona de Leiria, depois em outubro, desde a Serra da Estrela a Tondela. Sobretudo este último dizimou áreas significativas de vinha e motivou prejuízos de milhares de euros.