Autor: Redação
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Para Francisco Toscano Rico, presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, “o caminho está a ser trilhado de forma consistente, com a exportação a ultrapassar os 80% da produção, para cerca de 100 destinos diferentes”, referiu em comunicado. “Foi um ano muito desafiante, onde as dificuldades logísticas, associadas aos transportes internacionais e à falta de contentores, se fizeram sentir de forma aguda em especial no último trimestre do ano, travando as expedições para fora da Europa. Isso levou os produtores de Lisboa a apostarem forte no mercado europeu, que registou um acréscimo de vendas superior a 50% em volume e em valor, com alguns mercados a registar taxas de crescimento muito próximos ou mesmo superiores a 100% como a Alemanha, Bélgica, Letónia, Dinamarca e Reino Unido. Nos países terceiros, os mercados com maior desempenho para os vinhos de Lisboa foram o Canadá, Brasil, China e Japão”.
Segundo Francisco Toscano Rico, “este resultado nas exportações, conjugado com um aumento de 10% nas vendas no mercado nacional, e um início de 2022 muito promissor, deixa-nos naturalmente otimistas, mas acompanhamos de perto e com preocupação, todos os desenvolvimentos geopolíticos e macroeconómicos que poderão impactar o mercado nacional e internacional”, concluiu.