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Representada em Portugal pela Vinalda, a Jacquart enviou nestes dias ao nosso país Bertil Corgié, responsável de exportação da marca para a Europa, para divulgar a gama Mosaïque, em encontros exclusivos com imprensa e convidados. A Revista de Vinhos acompanhou a apresentação realizada na garrafeira Foz Gourmet, no Porto, esta terça-feira.
Os Mosaïque estão particularmente assentes no Chardonnay. O “blend” mais comum dos champanhes da gama coloca a casta predominante (40%), seguindo-se Pinot Noir (35%) e Pinot Meunier (25%), sendo que uma percentagem, entre os 25% a 35% do vinho base, é de Reservas. O período de estágio varia entre os três e os quatro anos. “Queremos ter um estilo contemporâneo, muito baseado no Chardonnay”, começou por acentuar Bertil. “O bom Chardonnay é mineralidade, boa acidez, elegância”, sublinhou. De facto, encontramos esses predicados nos champanhes provados.
O Jacquart Brut Mosaïque revelou boa acidez, um certa anisado e uma ligeira doçura final (8 gr. de açúcar). Com PVP de 37,50€, funciona muitíssimo bem a solo ou a acompanhar aperitivos. Seguiu-se o Jacquart Rosé Mosaïque (49,50€), de cor salmão, cordão enérgico, brevíssimo floral e nota de cereja. Finaliza bem, tenso e afirmativo, sugerindo-se para a mesa.
Num degrau acima, o Jacquart Extra Brut Mosaïque, estagiado em borras durante 5 anos e com 4 gr. açúcar/litro. Com PVP em torno de 50,00€, revelou notas calcárias e de massapão, mostrando-se muito elegante, de acidez firme e uma sensação profunda de frescura… claramente a pedir ostras ao natural.
Saídos dos Mosaïque, entramos nas “cuvées” datadas. O Jacquart Vintage Blanc des Blancs 2006 é um 100% Chardonnay. Cordão muito fino, notas de pastelaria e de massapão, acidez presente e uma cremosidade assinalável. Tem grande volume e acaba por revelar o que um bom vinho base de Chardonnay pode conferir a um champanhe. Ninguém diria que tem 7 gr. de açúcar/litro e muito menos se adivinharia que já se passaram 11 anos, tal a juventude e energia que revela (57,50€).
A fechar, duas “cuvée” de prestígio, os topos de gama da “maison”. Primeiro, o Jacquart Cuvée Alpha Brut 2006, seis anos a estagiar com borras, tratando-se de um lote de Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%). Dourado, é muito elegante, com nota amendoada, de massapão, algum floral e um brevíssimo fruto cristalizado. Tem “finesse” do princípio ao fim e uma acidez que lhe ampara o grande volume. Gastronómico, finaliza de fino e mineral (145,00€).
Seguiu-se o Jacquart Cuvée Alpha Rosé 2006, ainda não disponível em Portugal, mas que os sortudos desta prova puderam conhecer. “Blend” de Chardonnay (52%) e de Pinot Noir (48%), esteve em contacto com borras por seis anos e não aparenta minimamente os 5 gr. de açúcar que possui. Alaranjado cintilante, mostra pétala de flor, damasco, toranja e um cítrico bem-vindo. A acidez é brutal, quase crocante, o que o eleva para o patamar dos melhores. É bastante fresco… e tentador.
No final, um brinde entre todos e a sensação de grande pedigree da “maison” Jacquart.