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Agricultura lidera insolvências em Portugal

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Fotógrafo: Arquivo

Autor: Redação

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Descrição da notícia

No conjunto do ano passado, o setor representou a constituição de 1.524 empresas, ou seja, -7,2% face a 2023.

 

Os setores de atividade Agricultura, Caça e Pesca são aqueles que lideram as insolvências no primeiro mês do ano. Face ao período homólogo de 2024, as insolvências, no seu conjunto, cresceram 267%. Neste período, o primeiro mês do ano fechou com um total de 417 ações de insolvência, mais 77 do que em 2024. De acordo com o comunicado da Iberinform, filial da Crédito y Caución, as insolvências em Portugal cresceram 23% em janeiro último, face ao mesmo período do ano passado.
No conjunto do ano passado, a agricultura e outros recursos naturais representaram a constituição de 1.524 empresas, ou seja, um decréscimo de -7,2% e menos 118 constituições de empresas face a 2023. Segundo a Informa DB, do total de 363 empresas do setor Agricultura e outros recursos naturais que encerraram atividade, 42% tinha menos de cinco anos de idade. Em 2024, apresentaram-se à insolvência 51 empresas deste setor, um aumento de +38% face a 2023.
Em sentido inverso, em janeiro último, as constituições de novas empresas caíram igualmente, de 5.578 em 2024 para 3.165 em 2025, menos 2.413 empresas em termos homólogos (decréscimo superior a 43%). Todos os setores de atividade apresentam um decréscimo na criação de novas empresas, sendo que Agricultura, Caça e Pesca registam menos 5%.
Ainda de acordo a Iberinform, do total de pedidos de insolvência, 107 foram apresentados pelas próprias empresas (mais 32% do que em 2024), enquanto os pedidos apresentados por terceiros evoluíram de 55 para 92 (mais de 67%). No período em análise, foram registados três encerramentos com plano de insolvência, o que traduz um decréscimo de 25% face a 2024.
Em janeiro deste ano foi declarada a insolvência de 215 empresas, mais 15 encerramentos do que em igual período de 2024 (incremento de 7,5%). A totalidade das ações de insolvência em janeiro traduziram um incremento de 23% face a 2024, refere o mesmo documento.
Por distritos, aqueles que registaram maiores acréscimos nos pedidos de insolvência foram Viana do Castelo (mais de 233%); Beja (mais de 200%); Leiria e Lisboa (mais de 122%); Angra do Heroísmo (mais de 100%), Castelo Branco (mais de 80%) e Porto (20%). Apenas seis distritos apresentaram decréscimos: Madeira e Viseu (menos 67% cada); Bragança e Ponta Delgada (com decréscimos de 50% cada); Faro (menos 31%) e Guarda (decréscimo de 25% face a 2024).